DIRETO DO GUAMARÉ EM DIA: As idas e voltas da política e seus reflexos em Guamaré

Arquivado em (RN) Por Wallacy Atlas on 29-03-2017

Guamaré tem uma política dinâmica que revela fenômenos políticos e figuras políticas, atualmente o cenário político noticia rivalidade e rupturas, uma visíveis e outras invisíveis, e nesse jogo político existem os que jogam e outros que são jogados, ou melhor, são manipulados!

Para ser mais claro podemos destacar pontos que vão melhorar a análise deste momento, e algumas conclusões são fáceis de notar, contudo, elas têm reflexos que podem ser visualizados em um futuro próximo, embora estejam em evolução neste momento.

Certo que o debate político exige destaques a comentar. O Vereador Gustavo Santiago, vem apostando tudo no desgaste da desocupação das casas em Baixa do Meio, mas pode ser uma opção a construção nos terrenos do ex-prefeito João Pedro Filho, quem não se lembra que em meados do ano passado o vereador sitiou máquinas e material de construção que foram colocados no terreno que era de João Pedro, e hoje esta no nome de Marcio, seu filho!

Inclusive vinham de lá noticias que seriam incendiados os tratores caso a prefeitura continuasse a obra, fato repetido hoje quando o ex-prefeito Mozaniel Rodrigues, cedeu o imóvel para os invasores das unidades habitacionais de Baixa do Meio, e hoje decidiu que seja desocupado, ou seja, esse reflexo é prova da política de ontem e de hoje.

Depois do ocorrido nas terras de João Pedro, o município só conseguiu via justiça à desapropriação de outra área vizinha, a de Marcio de João Pedro, essa desmembrada e certamente do mesmo registro antes de Zé da Loja, que é público e de saber de todos que foi vendida a João Pedro Filho, e como um passe de mágica foi para o nome de Márcio, por isso o reflexo de hoje ou de ontem ou de amanhã podem sair do controle, e não podem apenas dizer que se trata da política, estamos diante de um momento de radicalismo, até censurável, mais capaz de ser praticado na política.

Mesma reflexão podemos fazer em outro sentido, o vereador Gustavo Santiago esteve os últimos anos praticando a política da boa vizinhança, de repente em estibordo está em manobra diametralmente oposta, em clara colisão, em seu projeto ele faz os bastidores para alimentar o fracasso da permanência do atual prefeito na chefia do executivo, contra ponto, Gustavo ainda é assombrado pela sua gestão desastrosa a frente do Legislativo entre 2009 e 2010.

Só para relembrar, no ano de 2009 o vereador hoje da oposição que foi presidente à época gastou só de combustível 33.444 mil litros, em valores de hoje seria superior a 140 mil reais ano, até ai seria só reprovável, mas realizando busca no sistema SIAI do TCE nota-se a ausência de indicação de frota, ou seja, o Poder Legislativo não informou a frota de veículos para consumir todo esse combustível, isso é apenas um detalhe, outros mais sérios ainda são detectados em sua contabilidade, que diga-se de passagem, no curso de 2017 prescrevem as ações de improbidade em face de sua gestão.

Então até dezembro Gustavo pode ainda amargar ataques a suas despesas, e nesse jogo, é legitimo para propor ação de improbidade tanto o Ministério Público como o Município, ressalte-se que só para justificar o comentário, o ex-presidente atrasou em 2010 todos os bimestres, não publicou o RGF, entre outras irregularidades que apontam milhões de possível desmazelo contra a coisa pública, entre elas diárias e etc, e certamente serão reflexos desta calculada batalha travada por Gustavo.

Embora a política seja sinônimo de amanhã, o vereador Gustavo Santiago nutri certa esperança de vingar sua renúncia forçada para não ser cassado em 2009 quando foi Presidente do Legislativo, embora se esteja informando fatos e lógica imprecisa da política ela esta neste momento sendo fomentada por ambos os lados, e certamente haverão reflexos, quer seja quanto a necessidade de terras para construir unidades habitacionais que podem desaguar o debate de propriedade originaria de Zé da loja para João Pedro de fato e para Marcio de direito, no revolvimento das contas do vereador Gustavo, ou mesmo da manipulação do sistema político que requer coragem e precisão, mais os reflexos ninguém sabe como será, como será?

Por Josivan Dantas
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Opinião por Arnaldo Jabor: A incompetência

Arquivado em (Politica) Por Wallacy Atlas on 09-04-2014

“Tudo vai explodir em 2015, o ano da verdade feia de ver. O mal que essa gente faz ao país talvez demore muitos anos para se reverter.”

Nunca vi o Brasil tão esculhambado como hoje. Perdoem a palavra grosseira, mas não há outra para nos descrever. Já vi muito caos no país, desde o suicídio de Getúlio até o porre do Jânio Quadros largando o poder, vi a morte de Tancredo na hora de tomar posse, vi o país entregue ao Sarney, amante dos militares. Vi o fracasso do plano Cruzado, vi o escândalo do governo Collor, como uma maquete suja de nossos erros tradicionais, já vi a inflação a 80% num só mês, vi coisas que sempre nos deram a sensação fatalista de que a vaca iria docemente para o brejo, de que o Brasil sempre seria um país do futuro. Eu já senti aquele vento mórbido do atraso, o miasma que nos acompanha desde a Colônia, mas nunca vi o país assim. Parece uma calamidade pública sem bombeiros, parece um terremoto ignorado. Por que será? É óbvio que não é apenas o maluco governo do PT, mas também as marolas que ele espalha, os nós frouxos de uma política inédita no país que nem atam nem desatam.

Tudo vai muito além da tradicional incompetência que sempre tivemos. Dá até saudades. A incompetência de agora é ramificada, “risômica”, em teia, destrutiva, uma constelação de erros óbvios que eu nunca tinha visto.

No dia a dia, só vemos fracassos, obras que não terminam, maquiagem de números, roubalheiras infinitas e danosas, vemos o adiamento de tudo por causa das eleições. Tudo vai explodir em 2015, o ano da verdade feia de ver. O mal que essa gente faz ao país talvez demore muitos anos para se reverter.

Mas, aqui, não quero falar de corrupção, burocracia, clientelismo e outras mazelas. Como é o rationale que usam para justificar o desmembramento do país que estão a executar? Quais são as principais neuroses da velha cabeça da esquerda, suas doenças infantis, etc.?

Interessa ver o mapa do inconsciente petista. Interessa ver a incompetência dessa gente que conheço desde a adolescência, quando participava das infindáveis reuniões políticas para “mudar” o país —muito cigarro e a sensação de viver uma “missão profunda”. As discussões sem fim: “questão de ordem, companheiro!”, “o companheiro está numa posição revisionista” ou “a companheira está sendo sectária em não querer dar para mim”.

Os fins eram magníficos, os diagnósticos tinham pontos corretos, mas no fim das madrugadas, alguém perguntava: “O que fazer?” (como queria Lenin…).

Aí, todo mundo embatucava. Ninguém sabia nada. E tentavam agir, mas só apareciam erros desastrosos e a incapacidade de organização concreta; mas tudo era desculpado pela arrogância de quem se achava na “linha justa”. O povão era usado para a “boa” consciência, o povão era o salvo-conduto para a alma pacificada, sem culpas — o povão era nossa salvação.

Pensávamos: Um dia eles serão “homens totais”, “sujeitos da História”, enquanto os mendigos vomitavam no meio-fio — os que a gente chamava com desprezo de “lumpens”.

O ponto de partida da incompetência é se sentir competente. A incompetência atual é competente como nunca. O homem “bom” do partido não precisa estudar nem Marx nem nada, apenas derramar sua “missão” para o povo. Administrar é coisa de burguês, de capitalista. E dá trabalho, é chato pacas examinar estatística, analisar contratos da PTbrás, tarefas menores, indignas de líderes da utopia.

Para eles, o Estado é o pai de tudo. Logo, o dinheiro público é deles, a empresa pública é deles, roubar é “desapropriar” a grana da burguesia.

Os petistas se sentem “bons”. Eles são o “Bem”, e o resto é ou massa de manobra, a massa atrasada, ou “elementos neoliberais da direita”. Ser o Bem te absolve; é irresistível entrar para um partido assim.

Outra doença infantil (ou senil) é a permanência de (não riam…) Hegel nas mentes da esquerda. O filósofo que formou Marx continua nos corações petistas. Por esse pensamento, qualquer erro é justificável por ser uma “contradição negativa”, ou seja, qualquer cagada (perdão) é o passo inicial para um acerto que virá, um dia.

Como escreveu o filósofo Carlos Roberto Cirne Lima em “Depois de Hegel”, de 2006, Hegel tem a tendência muito forte de dizer que tudo que “é”, a rigor, tinha que ser. Hegel diz que, para entender a História, é preciso afastar a contingência. Hegel vai provocar o grande erro de Marx de que a História é inexorável e que, portanto, a revolução comunista é um momento da História que necessariamente vai acontecer. Esse é o primeiro grande erro de Hegel. E Cirne Lima reclama: “Nenhum lógico lê nosso trabalho porque ele trata de Hegel, e nenhum hegeliano o lê porque é lógica”.

Assim, organiza-se a burrice, a estupidez (falo do “id” petista), a negação de qualquer facticidade, a adoção só de ideias gerais, dedutivas, o desejo de fazer o mundo caber num ideário superado (aufheben). Daí a desconfiança no mercado, nos empreendedores, contra todos que trabalham indutivamente, com o mistério das coisas singulares no centro da sociedade civil, que eles veem como uma anomalia atrapalhando o Estado. Os esquerdistas se sentem parte de uma dinastia desde Stalin — as palavras e os conceitos ainda são usados. E, como no tempo do Grande Irmão, há o desejo de apagamento do sujeito, ou seja, nem a morte tem importância para sujeitos que viram objetos. Vide Coreia. Até o assassinato pode ser absolvido como uma necessidade histórica.

Um dia, um companheiro (que morreu há pouco) me disse: “Não tema a morte. Marx disse que somos seres sociais. O indivíduo é uma ilusão. Para o comunista a morte não existe”. E eu sonhei com a vida eterna.

Essas são algumas das doenças mentais que estão levando o Brasil para um pântano institucional. Temos que nos salvar desse determinismo suicida.

Se houver a vitória de Dilma ou a volta de Lula, estaremos, como diria Hegel, fo&#dos — numa “contradição negativa” que vai durar décadas para ser “superada”.

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